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Município

Histórico

Publicado em 10/07/2014 às 13:34 - Atualizado em 10/02/2017 às 15:47

 

 

 

DADOS HISTÓRICOS DE FREI ROGÉRIO

 

Frei Rogério


ORIGEM DO NOME - O nome FREI ROGÉRIO, surgiu em homenagem a um padre que aqui viveu por muitos anos, fazendo suas peregrinações e auxiliando todo aquele povo que sofreu com a guerra do Contestado, principalmente o sertanejo.
Frei Rogério Nenhaus (1863-1934) era um Padre Alemão e veio para atender o povo da região por volta de 1904, e pertencia a ordem dos padres franciscanos. Ficou conhecido no estado e em todo país como APÓSTOLO DE CURITIBANOS, porque tinha muita caridade e dedicação com o povo, e condoia-se com o frio que a pobreza no inverno passava.
Este padre serviu de intermediários entre o governo, suas forças, suas autoridades e os fanáticos da guerra do Contestado.

História


Até 1948 o município não existia, e esta região pertencia ao Distrito de Liberata - que hoje é município de Fraiburgo, e eram terras do governo.
No município existia muita madeira, principalmente o pinheiro. Então madeireiros vindos de várias regiões começaram a montar barracas na região para derrubar as árvores e construir serrarias.
Adolfo Soletti logo se preocupou com a educação das crianças construindo uma casa onde dava-se aula e rezava-se missa e terços com todos os moradores que os domingos ali se reunião. No dia 26 de janeiro de 1949, Frei Gustavo Weddenhoff rezou a 1º missa na colônia Frei Rogério.
Mais tarde foi construída a primeira Capela de madeira, porte pequeno, o primeiro capelão foi o Senhor Benvenuto Pillon e os primeiros padres foram: Frei Albino, Frei Narciso e Frei Valentim.
Em 1949 foi fundada a colônia Frei Rogério, com um pequeno comércio pertencente a família de Carlos Ceratti e uma pequena indústria serraria movida a fogo pertencente a Luiz Botega.
Em 1950 passou a ser sede Frei Rogério e em 08 de fevereiro de 1957 foi denominada Distrito de Frei Rogério e passou a pertencer a comarca de Curitibanos.


Povoamento e Colonização


O distrito era povoado por sertanejos que preservavam a natureza e descendentes de jagunços. Mas sua maior força estava situada na comunidade de Taquaruçu e aqui no distrito existia poucas famílias.
Nesta região as famílias eram desassistidas, não tinha escolas e hospitais, então os monges começaram aparecer influenciar a população iniciando a peregrinação na região defendendo a necessidade de justiça social, difundindo-se religião e doutrinando com ampla receptividade entre os sertanejos.
O 1º e o principal monge foi João Maria D"Agostini considerando um santo pela sua capacidade como curandeiro e mensageiro espiritual, e viveu pregando na região por volta de 1895 e dois anos após desapareceu sem que ninguém mais soubesse dele. Quando a federação resolveu expulsar os sertanejos de suas terras por volta de 1904, estes reagem e comandada pelo monge José Maria que dizia ser irmão de João Maria,se reúnem em comunidade para a defesa de seus direitos,mas sempre pregando o fanatismo, formando dois grupos rivais. Um grupo acreditando no monge José Maria , que dizia ter vindo em nome de João Maria salvar o povo e o outro grupo dizia ter vindo que José Maria estava explorando o povo, já que este estava passando fome e miséria devido a guerra do contestado. Para tentar unir os dois grupos e convencer os fanáticos, foi convidado o padre franciscano Frei Rogério,mas foi em vão; ele teve que fugir para a sede do município de Curitibanos, para não ser morto pelos fanáticos.
O restante que ficaram foram expulsos. Mais tarde o exército obrigou-se a render, um tanto pela fome. Então o povo foi voltando, reuniram-se com a volta da paz e começaram seus trabalhos.
Em 1951 começaram a chegar no município os descendentes de italianos vindos de Orleães - Sul do Estado. As famílias que aqui vieram foram: de Lorenzi, Pillon, Bogo, Soletti e Mazzuco. Estes adquiriram terras e iniciaram o cultivo de milho, feijão, trigo, e pequena criação de gado.
Outros construíram moinhos a água para obterem as farinhas para manutenção das famílias aqui existentes.
Surgiram também gaúchos que fundaram casas de comércio para atender a população.